domingo, 31 de agosto de 2014

A arte do cinema e sua origem!

Olá artistas e arteiros!

Um dos temas que adoro trabalhar em minhas aulas é o cinema, uma arte tão presente na nossa vida que muitas vezes só a pensamos como mero entretenimento e não o quão rica ela pode ser. Como professora tento abrir os olhos dos meus alunos e trabalhar a sensibilidade deles vendo as infindáveis possibilidades que esta arte oferece.

Este ano mudei um pouco a minha didática de trabalho e se fosse por tudo aqui o post iria ficar enorme. Comecei explicando como surgiu a fotografia, desde experiencias como a câmara escura até as câmeras digitais. Trabalhei os elementos formais das artes visuais na fotografia para sensibilizar os alunos em relação a luz, textura, forma, linhas e cor neste suporte e como vão aparecer depois no cinema. Achei muita coisa neste site chamado Dicas de fotografia, vale muito dar uma lida nos textos!

O cinema surgiu no final do século XIX, em 1895, na França,quando os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinema. Para se chegar à projeção cinematográfica atual, muitos processos de investigação foram feitos em relação aos fundamentos da ciência óptica. Já vem dos primórdios da humanidade a necessidade de registrar movimentos através de pinturas e desenhos nas paredes. 
Há aproximadamente sete mil anos atrás, no oriente, os chineses já projetavam sombras de diferentes figuras recortadas e manipuladas sobre a parede, um jogo de sombras, próprio do seu teatro de marionetes.

 No século XV, Leonardo da Vinci realizou trabalhos utilizando a projeção da luz na superfície (câmara escura). Mais adiante, no século XVII, O alemão Athanasius Kirchner criou a Lanterna Mágica, objeto composto de um cilindro iluminado à vela, para projetar imagens desenhadas em uma lâmina de vidro.



No século XIX, muitos aparelhos que buscavam estudar o fenômeno da persistência retiniana foram construídos, este fenômeno é o que mantém a imagem em fração de segundos na retina. Joseph-Antoine Plateau foi o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana, concluindo que uma ilusão de movimento necessita de uma série de imagens fixas, sucedendo-se pela razão de dez imagens por segundo. Plateau, em 1832, criou o Fenacistoscópio, apresentando várias figuras de uma mesma pessoa em posições diferentes desenhadas em um disco, de forma que ao girá-lo, elas passam a formar um movimento.

 




Criado pelo francês Charles Émile Reynaud o Praxinoscópio foi um invento importante para o surgimento do cinema. Este aparelho era um tambor giratório com desenhos colados na sua superfície interior, e no centro deste tambor havia diversos espelhos. Na medida em que girava-se o tambor, no centro, onde ficavam os espelhos, via-se os desenhos se unindo em um movimento harmonioso.



 Dentre outros inventos, há o Cinetoscópio, inventado por Thomas A. Edison, que consistia em um filme perfurado, projetado em uma tela no interior de uma máquina, na qual só cabia uma pessoa em cada apresentação. A projeção precisava ser vista por uma lente de aumento.

Olhem a posição do cidadão para assistir a um filme,rs.




Graças a Deus hoje os filmes são coloridos e já vem com o som. Os primeiros filmes eram em preto e branco e a música era tocada ao vivo dentro das salas de exibição.

Os efeitos especiais do cinema em seu início eram em sua grande maioria mecânicos. Isto quer dizer que coisas precisavam pegar fogo ou explodir de verdade, as maquiagens e fantasias de monstros precisavam ser bem caprichadas pois não haviam ainda os efeitos digitais como temos hoje em dia.

Um grande cineasta destes primórdios foi Georges Meliés. Ele fazia filmes de ficção cientifica usando toda a sua técnica de ilusionismo e muita criatividade. Criou vários processos do cinema como a sobreposição de filmes, o close, story- board e movimentos em slow motion. Seu filme mais famoso é Viagem à lua, de 1902.



Trabalhei com meus alunos o filme "A invenção de Hugo Cabret" que conta a história de Georges Meliés e eu achei muito fofo e didático! Se não assistiu ainda corre porque é excelente!



Passei outros vídeos que achei interessante e vou deixar aqui o link para vocês. 

Stop-motion: técnica de animação que pode ser feita de diversas formas, com fotos, desenhos, etc. Acho este vídeo ótimo para entender quantas imagens são necessárias para criar um filme (conte a quantidade de bloquinhos de papel utilizados!).




Aqui é uma reportagem da rede Globo mostrando como os efeitos especiais foram feitos em alguns filmes. 


 https://www.youtube.com/watch?v=vWLBBL72SHw

Espero que seja útil e que gostem. Até mais pessoal!


domingo, 24 de agosto de 2014

Testei a borracha Mono Light!

Olá artistas e arteiros!

Hoje venho fazer uma resenha sobre uma borracha que foi altamente recomendada, a da marca japonesa Mono. Para quem nunca ouviu falar, eles tem uma linha enorme e super recomendada de borrachas, cada uma com uma função diferente.

A lapiseira ainda nem tirei da embalagem, aguardem um próximo post!
Acho que aí foi meu primeiro erro, a escolha desta. Para começo de história, eu evito usar borracha ao máximo porque aquele farelo delas me irrita. Dependendo da técnica de pintura e do papel algumas deixam rastros e podem danificar o seu papel, alterando a textura e ficando aquela coisa que quando observam o trabalho dizem; “hummm, tem alguma coisa estranha ali”! Pesquisando melhor, deveria ter comprado a Mono Non Dust...

Papel super branco de novo \ O/

Esta da Mono, na minha humilde opinião, se assemelha às da Faber e Mercur de látex no quesito sujeira, esfarelou demaiiiissss! Imaginem o meu desespero tentando eliminar todos os pedacinhos isso em uma folha tamanho A2! Geralmente prefiro as borrachas plásticas.

Tirando o quesito esfarelamento, vamos ser sinceros e afirmar, ela apagou tudinho, o papel ficou como novo. Até me surpreendi de ver o branco original da folha,kkkkk.

Só quero lembrar que nenhuma borracha faz milagre pessoal. Desenhistas de qualquer categoria, mas principalmente de desenhos artísticos e ilustrações tem que maneirar na pressão do lápis na hora de esboçar.

Vale a pena a compra?
Olha pessoal, paguei R$4,50 na minha. Achei até boa, só que com preço salgado. Recomendo muito para o pessoal que tem mão mais pesada, agora você que tem mão leve acho que não vale a pena não o investimento se uma da Mercur ou Faber pode fazer parecido.

Para quem gosta de ver duelos de borracha, achei divertido este post deste blog,kkkk.
http://enjoyitwithyou.blogspot.com.br/2012/02/best-eraser.html Só vou estragar a surpresa e dizer que lá a borracha Mono é vencedora. #spoiler


Minha classificação é de 4 girassóis de Van Gogh para a borracha.

domingo, 17 de agosto de 2014

Os materiais usados em personagens e figurinos e o que achei da exposição Castelo Rá-tim-bum.

Oláaaaaaa artistas e arteiros de plantão!

Que saudades de vocês e do blog! Estou com a vida tão corrida, com tantas novidades para postar aqui que acho que vou ter assunto até o final do ano,kkkk. Ah, e com certeza vocês vão ter que me aguentar falando de bebê, pois isto é uma das minhas novidades, minha gravidez!

Mas, voltando ao tema do blog, domingo passado não postei pois estava em São Paulo para visitar a exposição do Castelo Rá-tim-bum. Confesso para vocês que quando lançaram o castelo me senti meio traída, pois a minha infância foi assistindo ao programa Rá-tim-bum. O castelo pra mim seria uma espécie de traição com aquele programa tão legal, mas com o tempo, apesar de não tão criança em 1994, kkkkk, curti muito o castelo!

A exposição é muito legal porém fica um aviso; vá com muita paciência e protetor solar. Sim, as filas estão enormes. Pessoas especiais e gestantes como eu conseguem passar na frente, mas o restante tem que aguentar a fila. O pessoal da excursão só conseguiu comprar ingresso para o final da tarde, mesmo chegando as 9h 30min. da manhã. Pelo jeito o pessoal da organização não pensou que a exposição seria esse sucesso todo.


Sabe o que mais me impressionou lá? A simplicidade dos materiais. Pois é, as vezes nós que produzimos cenários e figurinos ficamos tão preocupados com a riqueza dos materiais que esquecemos que o mais importante são os efeitos dos materiais. Dava para perceber algumas coisas feitas com papel machê, E.V.A., costuras de overloque e croquis feitos com lápis de cor e canetinha.


Para começar os fantoches, genteeeeeee, o Mau é feito de E.V.A. ! Eu geralmente fujo dele, acho chato de cortar, mas depois de ver isso vou rever meus conceitos! O efeito é fantástico tanto na tevê quanto ao vivo e o bom é que é barato e fácil de encontrar. O gato da biblioteca é feito de espuma repicada com tesoura para dar efeito de pêlo.



 Os croquis foram feitos com materiais que nós temos como lápis de cor e caneta preta (acredito que seja a nanquim) e canetinhas. Adorei ver que os traços de Carlos Alberto Gardin também fugiram daquele esteriótipo de croquis de moda e se aproximaram da linguagem do mundo infantil. 






Outra coisa legal na exposição é você poder ver o processo de criação até chegar no personagem final. Quantos estudos foram feitos! E tem gente que tem preguiça de desenhar e descobrir o melhor!










 A mistura de materiais e texturas também é incrível,  então pessoal, misturem sem medo de ser feliz. Criatividade e mistura é tudo no processo de criação.

Tem muito mais na exposição, não ia contar tudo aqui né, kkkk. Até tenho mais fotos só que como muito gente não obedeceu às recomendações e tirava fotos com flash estou cheia de fotos horríveis.

Então para quem gostou e quer ir pessoalmente a exposição vai até dia 12 de outubro (dia das crianças) no M.I.S. (Museu de Imagem e Som) de São Paulo. 

Mais informações no link abaixo
http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1602

Espero que tenham gostado! Até mais pessoal!